Presidente sudanês diz que não cooperará com Tribunal Penal Internacional

Cartum, 21 jul (EFE).- O presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, disse hoje que não cooperará com o Tribunal Penal Internacional (TPI), após ter sido acusado por esta Corte de crimes de guerra, lesa-humanidade e genocídio, devido ao conflito em Darfur.

EFE |

Estas são as primeiras declarações do presidente sudanês depois que, na segunda-feira passada, o promotor-chefe do TPI, Luis Moreno Ocampo, pediu uma ordem de detenção contra o presidente sudanês pelos crimes cometidos na região de Darfur, onde mais de 300.000 pessoas morreram em cinco anos de conflito.

Bashir rejeitou taxativamente qualquer "provocação política ou tentativa de pressão", em reunião que manteve hoje com um grupo de advogados árabes, na capital sudanesa.

"Estamos preparados para nos defender e defender a nosso país, e não responderemos a nenhuma provocação ou pressão", disse o governante, que considera que, por trás da decisão de Ocampo, há motivações políticas e a mão dos Estados Unidos.

Além disso, Bashir disse que "não entregaremos nem um só fio de cabelo de um cidadão sudanês para que seja julgado no exterior", em referência ao ex-vice-ministro do Interior sudanês, Ahmad Mohammed Harun, e ao líder da milícia "Janjaweed" Ali Kushayb.

Em maio, o Tribunal Penal Internacional emitiu duas ordens de detenção contra os dois por crimes de guerra e lesa-humanidade, mas o Sudão se negou, até o momento, a entregá-los à Justiça internacional, e Harun continua fazendo parte da Administração sudanesa como responsável de assuntos humanitários. EFE az/an

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