Mogadíscio, 25 mai (EFE).- O presidente somali, Sharif Sheik Ahmed, pediu hoje ajuda à comunidade internacional para combater os combatentes estrangeiros que apoiam os grupos radicais islâmicos que pretendem derrubar seu Governo.

Em entrevista coletiva no palácio presidencial de Mogadíscio, Sheikh Ahmed afirmou: "Quero dizer ao mundo e ao povo somali que há estrangeiros no país que lutaram no Iraque e no Afeganistão e que querem que a Somália seja como esses países".

Por este motivo, pediu à comunidade internacional e aos somalis que ajudem o Governo a lutar contra "esta invasão de estrangeiros", que colaboram com o grupo radical islâmico Al-Shabaab, vinculado pelos EUA à Al Qaeda, e com seus aliados.

Pelo menos 300 combatentes estrangeiros, tanto europeus quanto americanos e de diversos países árabes e islâmicos, que algumas fontes elevam até mil, encontram-se na Somália e apoiam o Al-Shabaab e os grupos que pretendem derrubar o Governo de Sheikh Ahmed.

O presidente somali, cujo Governo não tem controle sobre todo o território do país, mostrou estar de acordo com o pedido da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad) da África oriental, apoiada pela União Africana (UA), de solicitar à ONU o bloqueio naval e aéreo do país, a fim de impedir a entrada de armas e combatentes estrangeiros. EFE ia/an

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