Presidente sírio pede que árabes cortem laços com Israel

Cairo, 16 jan (EFE).- O presidente sírio, Bashar al-Assad, pediu hoje aos países árabes que rompam suas relações, tanto diretas quanto indiretas, com Israel, incluindo com o fechamento de embaixadas, na cúpula que acontece hoje em Doha.

EFE |

"Depois do holocausto israelense em Gaza, os Estados árabes deveriam romper os laços diretos ou indiretos com o Israel", disse Assad, segundo a rede de televisão catariana "Al Jazira".

O fechamento de embaixadas israelenses só afetaria Jordânia, Egito e Mauritânia, que são os únicos que têm em seu território delegações diplomáticas de Israel, enquanto, em outros países árabes, só há escritórios comerciais.

Além disso, Assad afirmou que a iniciativa árabe de paz, lançada em 2000 em Beirute e que defende paz em troca de territórios com Israel, morreu e qualificou de "holocausto" o que está ocorrendo em Gaza.

"O holocausto nazista em Gaza está se transformando em uma nova etapa que afetará todo o mundo", advertiu o presidente sírio.

Para Assad, Israel "construiu sua existência sobre massacres, criou seu futuro sobre o genocídio e só conhece a linguagem do sangue".

Também reclamou do fato de os israelenses utilizarem como pretexto o lançamento de foguetes a partir de Gaza para atacar o território palestino.

"Se esses foguetes não tivessem sido lançados, Israel os teria encontrado para justificar a agressão sobre Gaza", disse Assad, que afirmou que o Estado israelense "está cavando os túmulos de seus filhos com as próprias mãos".

Segundo a emissora catariana, 13 países dos 22 membros da Liga Árabe participam da cúpula de chefes de Estado de Doha: Argélia, Líbia, Síria, Somália, Líbano, Sudão, Mauritânia, Iraque, Djibuti, Comores, Catar, Omã e Marrocos.

Além dos países árabes, foram a Doha o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e enviados da Indonésia, Turquia, Senegal e Venezuela.

Também participam os líderes dos grupos palestinos Hamas, Khaled Mashaal; Jihad Islâmica, Ramadan Shalah; e Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral, Ahmad Jibril.

Essa cúpula coincide hoje com uma reunião ministerial da Liga Árabe no Kuwait, que foi organizada independentemente da de Doha, o que reflete a divisão entre os árabes sobre como tratar o conflito na Faixa de Gaza. EFE nq/an

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