Presidente sírio diz que não oferecerá a Israel mais garantias para paz

Damasco, 9 nov (EFE).- O presidente sírio, Bashar al-Assad, disse hoje que seu país não oferecerá a Israel mais garantias para conseguir a paz, e criticou o Estado judeu por considerar a pacificação como um ato tático, e não estratégico.

EFE |

Assad fez estas declarações em discurso durante a inauguração, em Damasco, de uma sessão do Parlamento Árabe, que pertence à Liga Árabe.

"É ilógico que os árabes continuem oferecendo provas (a Israel) para sua intenção na paz, algo que estão fazendo desde a conferência de Madri de 1991", afirmou Assad.

"Israel é que deve apresentar provas de sua disposição a ter paz e nos convencer (aos árabes) destas, já que são eles que ocupam nossos povos", disse. Israel ocupa as Colinas do Golã sírias desde a Guerra dos Seis Dias de 1967.

Bashar fez referência às negociações de paz indiretas entre seu país e o Estado judeu com mediação turca, e destacou que estas mostraram que "Israel não eliminou de sua agenda a idéia da agressão contra os outros".

Durante seu discurso, interrompido várias vezes pelos aplausos dos presentes, Bashar não teve nenhuma reação à escolha de Barack Obama como novo presidente dos Estados Unidos.

Apenas destacou que a Administração americana em final de mandato não conseguiu nada em relação à paz no Oriente Médio.

Além disso, criticou os EUA pela agressão militar há duas semanas contra uma localidade síria na fronteira entre Síria e Iraque.

"A última agressão contra a Síria mostra que a ocupação americana do Iraque representa um perigo para a segurança dos vizinhos", disse Bashar.

O líder sírio expressou também sua rejeição implícita ao acordo de segurança que está sendo negociado por Washington e Bagdá para definir a natureza da presença das tropas da coalizão no Iraque após dezembro deste ano.

Bashar considerou que este pacto também pode ser um perigo para a segurança dos países vizinhos do Iraque.

"Os americanos dizem que sua retirada do Iraque causará caos. A pergunta é qual a diferença entre sua retirada (dos EUA) e sua permanência. Há algo pior que sua permanência no Iraque?", disse o presidente sírio.

Quanto à situação política no Líbano, o governante expressou sua satisfação com o resultado da conferência de Doha, que preparou o ambiente para uma reconciliação nacional libanesa. EFE hh/an

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