Presidente sírio chega à Turquia para tratar assuntos regionais

Ancara, 16 set (EFE).- O presidente sírio, Bashar al-Assad, chegou hoje a Istambul para se reunir com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, com quem tratará diversos assuntos regionais, como a tensão entre Damasco e Bagdá, e a mediação turca entre Israel e Síria.

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O Iraque acusa a Síria de não vigiar a fronteira comum o suficiente e permitir a entrada de terroristas, após atentados em sua capital em agosto, mas Damasco rejeita as acusações de Bagdá e as qualifica de "políticas".

Bagdá pediu à Síria a extradição de fiéis ao regime do falecido ditador iraquiano Saddam Hussein, vinculados a atentados, como condição para resolver a crise.

A Turquia está trabalhando como mediadora entre os dois países e prevê receber amanhã, em Istambul, uma reunião trilateral de seus responsáveis de Exteriores, que tentarão limar as diferenças.

Na agenda do presidente sírio, que é mantida em meio a grande sigilo, os meios de comunicação turcos colocam também discussões sobre a mediação turca entre Israel e Síria, dois países tecnicamente em guerra desde 1967.

A Síria manteve contatos indiretos com Israel, sob a mediação da Turquia, a fim de resolver o futuro das Colinas do Golã, território sírio ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Assad e Erdogan também abordarão questões bilaterais, como uma possível saída pacífica para que a guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) entregue as armas.

Calcula-se que cerca de 1,5 mil guerrilheiros dessa organização, que exige mais autonomia para os curdos na Turquia, são de origem síria, e Assad se mostrou disposto a aceitá-los em seu país, se abandonarem as armas.

"Se alguém abandona o terrorismo, não importa que seja na Turquia ou na Síria, temos que recebê-lo. Como Estado, temos que acolher os que deixam o terrorismo", disse o presidente sírio, em uma entrevista com os diretores dos principais jornais turcos.

Ainda não está claro o plano turco para facilitar o desaparecimento do PKK, mas Assad ressaltou que esse processo terá impacto na Síria, Iraque e Irã, onde há também grandes minorias curdas. EFE Dt-ll/an

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