Presidente sírio chega a Paris para Cúpula da União pelo Mediterrâneo

Paris, 12 jul (EFE).- O presidente da Síria, Bashar al-Assad, chegou hoje a Paris em uma visita histórica, na qual assistirá com cerca de outros 40 líderes à Cúpula da União pelo Mediterrâneo (UPM), organizada pela França a fim de relançar a cooperação entre os países envolvidos.

EFE |

Bashar aterrissou no aeroporto de Orly em um Airbus A-320, e foi recebido por representantes do Ministério de Assuntos Exteriores francês.

Esta tarde, irá se reunir com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e depois participará de uma reunião com o próprio Sarkozy, com o emir do Catar, Sheikh Hamad Bin Khalifa al-Thani, e com o presidente do Líbano, Michel Suleiman, pela primeira vez desde que este foi eleito, em maio.

O encontro com Suleiman acontece depois da formação, nesta sexta-feira, de um Governo de união nacional libanês, que deve abrir caminho para as relações diplomáticas com Damasco, que historicamente tem grande influência no país vizinho.

A visita de Bashar é a primeira em sete anos à França, que em 2005 bloqueou as relações com a Síria após o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, atribuído a Damasco.

A retomada nas relações foi possível após a Síria apoiar a nomeação de Suleiman como presidente do Líbano e abrir conversas indiretas sob mediação turca com Israel, com o qual segue tecnicamente em guerra desde 1967.

O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, declarou hoje que "há um vento de esperança" na Cúpula da UPM que começa amanhã em Paris.

"Acho que veremos alguns deles (os líderes) se falarem. Estar ao redor de uma mesma mesa já é alguma coisa", disse Kouchner, depois de se reunir com o ministro de Exteriores turco Ali Babacan, a cujo país agradeceu por seu trabalho nas conversas realizadas entre Israel e Síria.

Estarão presentes à cúpula, entre outros, os presidentes da Síria e do Líbano, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

No entanto, Kouchner lamentou que as conversas entre israelenses e palestinos "não façam parte, por enquanto, do vento de esperança".

"Devemos empurrá-las", recomendou, porque "a população palestina está esperando e não há mudanças" desde a conferência de Annapolis (EUA), em novembro passado, que relançou as negociações entre ambas as partes, e a conferência de doadores de Paris, em dezembro. EFE ik/fh/an

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