Presidente saaráui diz que relação de UE com Marrocos representa grave perigo

Argel, 20 out (EFE).- O presidente da República Árabe Saaráui Democrática (Rasd), Mohammed Abdelaziz, considera que a relação privilegiada estipulada pela União Européia (UE) com o Marrocos representa um grave perigo para a evolução da questão do Saara Ocidental, informaram hoje fontes da Embaixada da Rasd em Argel.

EFE |

No último dia 13, os ministros de Exteriores dos 27 países-membros da UE estabeleceram uma relação avançada com a Rasd, o que envolve o reforço das relações bilaterais políticas, econômicas e de segurança.

Em carta enviada ao presidente francês Nicolas Sarkozy, que exerce a Presidência rotativa da UE, Abdelaziz diz que esta decisão carrega "sérios riscos".

"Os países da UE não podem não ter levado em conta estes grandes riscos e previsto o modo de conter este grave desvio que representa perigos reais para a evolução da questão do Saara Ocidental e para a estabilidade de toda a região do Magrebe", afirma.

O presidente da Rasd ressalta que os saaráuis não se opõem ao fato de os europeus estabelecerem relações privilegiadas com o Marrocos, mas temem que o país norte-africano se aproveite delas para reforçar seu "domínio colonial".

"O que a Frente Polisário teme, e poderá ser compreendido facilmente, é que o Marrocos se aproveite destas relações e as considere um apoio da organização a da empresa colonial", escreve Abdelaziz ao presidente francês.

Segundo ele, este "apoio" pode ter "nefastas conseqüências" para a estabilidade e a paz no noroeste da África em seu conjunto e "repercutir negativamente" nas relações da região com a UE.

Segundo o dirigente da Rasd, uma das primeiras medidas que devem ser adotadas pelos países europeus para "evitar o pior" é obrigar que o Marrocos ponha fim à sua "política de repressão e às práticas degradantes que faz sofrer a população civil saaráui nos territórios ocupados".

Além disso, a Europa deve pedir ao Marrocos que cumpra os "compromissos adotados solene e oficialmente na ONU para permitir ao povo saaráui exercer seu direito à autodeterminação e à independência". EFE sk/fh/fal

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