Presidente russo pede maneiras de conter Coreia do Norte

MOSCOU - O presidente russo, Dmitri Medvedev, indicou nesta quarta-feira que Moscou pode estar preparado para apoiar sanções adicionais da ONU para dissuadir a Coreia do Norte de realizar mais testes nucleares.

Reuters |


"Apoiamos as propostas que foram feitas - aceitar uma resolução nova e bastante séria que condene o que aconteceu - e a de introduzir determinados mecanismos novos para dissuadir, inclusive por meio da influência sobre processos econômicos, os programas que vêm sendo realizados", disse Medvedev à emissora de TV CNBC, segundo texto fornecido pelo Kremlin.

A Rússia condenou o teste nuclear feito pela Coreia do Norte na semana passada, mas disse que ainda era cedo para falar em possíveis sanções.

"Sempre tivemos uma relação bastante boa com a liderança norte-coreana, mas o que aconteceu levanta preocupação muito grande", disse Medvedev na entrevista à CNBC. "Uma ampliação do clube nuclear é absolutamente inaceitável."

A Rússia divide uma pequena fronteira com a Coreia do Norte no Extremo Oriente, e Vladivostok, cidade de 600 mil habitantes que é o principal porto russo no Pacífico, fica a apenas 150 quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte.

A Coreia do Norte, que começou a intensificar as pressões regionais quando disparou um foguete de longo alcance sobre o Japão, em abril, também lançou vários mísseis de curto alcance na semana passada e ameaçou atacar a Coreia do Sul.

"Os testes nucleares e o lançamento contínuo de diferentes foguetes -- foguetes de curto alcance, e houve relatos de um possível lançamento de foguetes balísticos - são passos que prejudicam a segurança internacional", disse Medvedev.

"Esperamos que a liderança norte-coreana demonstre a compreensão necessária e retorne à mesa de negociações, porque não existe outra maneira de resolver este problema."

Os EUA e o Japão circularam um esboço preliminar de resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando o teste nuclear e exigindo a aplicação rígida das sanções impostas à Coreia do Norte após seu primeiro teste atômico, em outubro de 2006.

O texto provisório deixa uma parte em branco. Nela, disse um diplomata da ONU na semana passada, serão acrescentadas propostas para novas medidas específicas assim que forem acertadas pelos sete países.

Diplomatas ocidentais disseram que Rússia e China, também membro permanente do Conselho de Segurança, concordaram em princípio com a aplicação de sanções à Coreia do Norte, mas não está claro que tipo de sanção os dois países podem aprovar.

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