Presidente russo mostrará plano de segurança continental em cúpula com UE

Moscou, 13 nov (EFE).- O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, participará da cúpula da amanhã com a União Européia (UE) disposto a um compromisso em matéria de segurança continental, sempre e quando os Estados Unidos revisarem os planos de instalar seu escudo antimísseis no Leste Europeu.

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O encontro do balneário de Nice (França) acontece nove dias depois de Medvedev anunciar que a Rússia instalará foguetes Iskander em Kaliningrado, enclave russo no Mar Báltico, em resposta ao escudo antimísseis dos EUA na Polônia e na República Tcheca.

Um alto funcionário do Kremlin que preferiu não se identificar disse que o presidente russo apresentará com toda a clareza aos líderes da UE sua postura sobre os planos de Washington e a reação de Moscou a essa "ameaça à segurança nacional" da Rússia.

De fato, a reunião de Nice representa a reativação de conversas entre Rússia e UE sobre um novo acordo de cooperação, suspensas após a intervenção militar na Geórgia, em agosto.

Sobre esse assunto, a Anistia Internacional pediu que a UE exija da Rússia maior respeito aos direitos humanos.

"O desejo de recuperar a relação com a Rússia, suspensa em setembro após o conflito com a Geórgia, não deve se traduzir em um relaxamento do compromisso pelos direitos humanos", afirma um comunicado divulgado hoje.

A Anistia Internacional também pede que os observadores europeus enviados à Geórgia para vigiar o retorno dos deslocados por causa do conflito de agosto possam entrar nas regiões separatistas georgianas da Abkházia e Ossétia do Sul.

A organização humanitária também quer que a UE pressione os russos para permitirem uma investigação internacional sobre as violações dos direitos humanos durante o conflito.

O assessor de assuntos internacionais da Presidência da Rússia, Serguei Prikhodko, adiantou que, na cúpula de Nice, "Moscou espera uma intensificação do diálogo, que diminuiu após os acontecimentos de agosto no Cáucaso, e considera que isso não deve influir na ulterior cooperação entre Rússia e UE". EFE bsi/wr/jp

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