Presidente regional propõe a Zapatero pacto sobre o País Basco

Vitoria (Espanha), 9 mai (EFE).- O presidente regional basco, Juan José Ibarretxe, enviou ao chefe do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, um documento no qual lhe propõe um pacto para fazer com que a sociedade basca possa exercer o direito a decidir livremente seu próprio futuro.

EFE |

Ibarretxe e Zapatero se reunirão em 20 de maio, em Madri, para tratar dos planos do dirigente regional de convocar um plebiscito no País Basco sobre as relações futuras com a Espanha.

O texto do documento remitido a Zapatero, tornado público hoje pelo Governo basco, estabelece prazos e passos: o primeiro consiste em um acordo para convocar uma consulta popular em 25 de outubro, já anunciada unilateralmente por Ibarretxe.

Esta consulta serviria para que a sociedade basca ratificasse um "compromisso ético com o final definitivo da violência", em alusão à organização terrorista ETA, que busca por meio da luta armada a independência do País Basco há mais de 30 anos, nos quais assassinou mais de 800 pessoas.

Ele especifica que esse compromisso consistiria em apostar em "um final dialogado da violência", caso se tenha condições adequadas, fundamentadas em uma clara vontade por parte da ETA de pôr fim à mesma e em atitudes inequívocas que possam dirigir a essa convicção.

O documento assinala também que a consulta de 25 de outubro serviria para apoiar a implementação de "um processo de negociação política entre todos os partidos bascos".

Entre as bases propostas por Ibarretxe para as futuras negociações entre os partidos está o reconhecimento da identidade nacional do povo basco.

O presidente regional causou uma verdadeira "tempestade política" na Espanha em setembro passado, quando anunciou seus planos de convocar um plebiscito sobre o futuro do País Basco em 25 de outubro de 2008.

Na época, o Governo espanhol advertiu que a Constituição regula as convocações de referendos no país, e por isso o evento não poderia ser realizado. Por sua parte, a oposição conservadora qualificou o anúncio da consulta popular de "chantagem". EFE rc/gs

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