Presidente quirguiz desafia deposição; oposição cogita prendê-lo

Por Dmitry Solovyov e Maria Golovnina REGIÃO DE JALALABAD/BISHKEK (Reuters) - O presidente quirguiz Kurmankek Bakiyev, afastado do poder em um levante na semana passada, disse à Reuters no domingo que não vai renunciar e que qualquer tentativa de assassiná-lo fará o Quirguistão afogar-se em sangue.

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Enquanto isso, o líder do novo governo interino disse que Bakiyev será submetido a julgamento por sua responsabilidade nas mortes de pelo menos 81 pessoas durante a rebelião contra ele.

A revolta de 7 de abril no país centro-asiático, no qual os Estados Unidos operam uma base militar importante, forçou Bakiyev a fugir para a região do sul do país da qual é originário, criando um impasse entre ele e o governo autoproclamado em Bishkek.

Por preocupações de segurança, Washington interrompeu os envios de tropas para o Afeganistão passando por uma base aérea nos arredores de Bishkek.

Falando uma tenda tradicional quirguiz na região de Jalalabad, Bakiyev, 60 anos, disse à Reuters que não reconhece a legitimidade do governo interino, mas que está disposto a negociar.

"Quero avisar aqueles que estão me caçando: não contratem matadores, porque isso apenas desencadeará uma tragédia enorme neste país", disse ele.

"Se eles optarem pela eliminação física, afogaremos (o Quirguistão) em sangue. Se usarem de força, as pessoas que me cercam não deixarão isso acontecer, e isso significará derramamento de sangue."

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