Presidente polonês não impedirá ratificação do Tratado de Lisboa

Paris, 4 jul (EFE).- O presidente polonês, Lech Kaczynski, afirmou que a Polônia não será um obstáculo à ratificação do tratado de Lisboa, em uma conversa por telefone com o chefe de Estado francês e dirigente de turno da União Européia (UE), Nicolas Sarkozy, informou hoje o Palácio do Eliseu.

EFE |

A conversa entre os dois chefes de Estado foi centrada "essencialmente" no tratado de Lisboa, disse a Presidência da República polonesa em comunicado.

Em entrevista por rádio concedida na quinta-feira, o presidente polonês avisou que só ratificaria o tratado caso a Irlanda também o aprovasse em um novo plebiscito, após o "não" dos eleitores irlandeses ao texto no mês passado.

Sarkozy lembrou hoje que "o tratado havia sido negociado pelo próprio presidente Kaczynski" e que a Polônia se comprometera a ratificá-lo, segundo o Palácio do Eliseu.

Os dois presidentes se alegraram por terem a oportunidade de se reunir no dia 13, por ocasião da cúpula de Paris para o Mediterrâneo, conclui a nota.

O Parlamento polonês aprovou em abril a ratificação do Tratado de Lisboa, mas, em virtude da Constituição do país, o presidente é quem deve ratificar os acordos em última instância.

No dia 1º, Kaczynski afirmou a um jornal polonês que o Tratado de Lisboa já "não faz sentido" depois do "não" irlandês, e que não o ratificará, por enquanto.

Sarkozy, que assumiu no mesmo dia a Presidência semestral da UE, disse que não acreditava que Kaczynski, "após assinar o documento em Bruxelas e em Lisboa, crie barreiras a seu próprio acordo".

Ele afirmou também não ter dúvidas de que o dirigente polonês, que "nunca traiu sua palavra", cumprirá o compromisso que assinou diante dos outros 26 parceiros da UE. EFE al/fh/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG