Presidente polonês é enterrado em Cracóvia

O presidente polonês, Lech Kaczynski, foi enterrado neste domingo ao lado de sua mulher, Maria Kaczynska, em Cracóvia, oito dias depois morrerem em um acidente aéreo na Rússia. Milhares de pessoas jogaram flores a acenaram a bandeira polonesa enquanto o cortejo fúnebre passava pelas ruas da cidade, em direção à catedral de Wawel, onde normalmente são enterrados os reis e heróis nacionais da Polônia.

BBC Brasil |

O presidente e sua esposa também foram enterrados lá.

No sábado, diversos líderes que planejavam participar das cerimônias cancelaram a sua presença no enterro, por causa do caos aéreo provocado pelas cinzas vulcânicas na Europa. No entanto, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, entre outros de países vizinhos viajaram à Polônia, apesar das restrições.

Depois da cerimônia, Medvedev disse que tragédias como esta normalmente aproximam as pessoas, e que ele acredita que o acidente ajudaria os russos e poloneses a se entenderem melhor.

A Polônia viveu uma semana de luto após o acidente aéreo que causou a morte do presidente e de outras 95 pessoas. No sábado, milhares participaram de uma cerimônia nas ruas da capital, Varsóvia.

O avião do governo polonês caiu no oeste da Rússia no dia 10 de abril, quando uma comitiva presidencial voava para uma cerimônia em homenagem a poloneses assassinados pela polícia secreta do ditador soviético Josef Stalin em Katyn, durante a 2ª Guerra Mundial.

Além do presidente e sua esposa, os chefes dos três braços das Forças Armadas e diversos líderes políticos da Polônia morreram no acidente.

Investigadores acreditam que o desastre tenha sido causado por erro humano, já que o avião teria batido em árvores em meio a forte neblina na região de Smolensk, onde seria realizada a cerimônia.

Cancelamentos
No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e outros líderes mundiais enviaram mensagens ao presidente polonês interino, Bronislaw Komorowski - o líder da câmara baixa do Parlamento polonês -, para cancelar a presença no enterro.

Obama escreveu que lamentava que a nuvem de cinza vulcânica o tenha obrigado a cancelar sua viagem.

Anúncios semelhantes foram feitos pela chanceler alemã, Angela Merkel, o príncipe Charles, da Grã-Bretanha e os reis da Suécia, Espanha e Noruega.

Merkel levou 36 horas para chegar a Berlim, depois de decolar de São Francisco, nos Estados Unidos, ser obrigada a pousar em Portugal e seguir por terra até a Alemanha.

No sábado, a cerimônia na praça Pilsudski, a maior da capital, Varsóvia, começou com o toque de sirenes em todo o país, seguido por pronunciamentos do primeiro-ministro polonês, Donald Tusk. Depois disso, foi realizada uma missa em homenagem aos mortos.

A cerimônia foi realizada em um palco especialmente construído para o evento, em forma de escadaria, no qual foram afixadas fotografias de todas as vítimas atrás de uma grande cruz branca.

A missa foi celebrada por bispos poloneses e pelo enviado especial do Vaticano, cardeal Angelo Soldano.

Com a morte de Kaczynski, as eleições presidenciais no país deverão ser antecipadas. De acordo com a Constituição polonesa, a data tem que ser fixada até o fim de junho.

No sábado, o premiê polonês visitou o local do acidente junto com o premiê russo, Vladimir Putin, responsável pela investigação para determinar as causas do acidente. O irmão do presidente, Jaroslaw Kaczynski, também tinha viajado à Rússia para ajudar na identificação do corpo do presidente.

As autoridades russas se comprometeram a dar total prioridade ao inquérito, que incluirá a formação de um comitê governamental.

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