Presidente peruano diz que nada de ruim pode ocorrer ao país

Lima, 28 jul (EFE).- O presidente do Peru, Alan García, assegurou hoje que nada de ruim pode ocorrer a seu país, ao fazer um balanço de seu terceiro ano de Governo e anunciar reformas e ações para a defesa da democracia durante o penúltimo ano de gestão.

EFE |

O chefe de Estado discursou para a nação no dia em que são celebrados os 188 anos da independência peruana, no plenário do Congresso, acompanhado pelo Conselho de Ministros.

Durante a mensagem, García pediu o fortalecimento da confiança e do otimismo no país, ao dizer que é uma nação em expansão e que crescerá nos próximos dois anos.

O presidente pediu que o trabalho e o investimento no Peru seja acelerado para chegar a seu bicentenário, em 12 anos, "como um país de primeiro mundo, desenvolvido e justo".

Nesse sentido, falou sobre "voltar a fundar" o Estado, dessa vez mais descentralizado, e na reforma em saúde, educação e administração de justiça, com os 70% de recursos do país (US$ 7,6 bilhões) que estão nas mãos das 25 regiões e 1.800 municípios.

Entre as obras executadas em seus três anos de Governo, García mencionou que a pobreza caiu de 50% para 36%, e prometeu que diminuirá ainda mais, para 30% em 2011.

O chefe de Estado disse também que um milhão e meio de peruanos foram alfabetizados, 560 mil pessoas receberam seus títulos de propriedade, dois milhões têm água e 1,4 milhão contam com eletricidade.

O chefe de Estado reforçou sua confiança no país tendo em vista que tem US$ 42 bilhões em investimento privado e reservas internacionais líquidas de US$ 32 bilhões, o dobro em relação ao início de sua atual gestão.

"Tivemos problemas e erros, mas terminamos com uma menor inflação que Argentina, Chile e Venezuela", assegurou García em alusão ao 6,65% de índice marcado em 2008.

Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) peruano fechou o ano passado com 9,8%.

Sobre os objetivos para os próximos meses, García anunciou a defesa da ordem democrática e salvar o país da crise mundial.

"Nossa democracia tem como adversário o modelo de estatismo", e perante essa ameaça a nação fica frágil porque as liberdades que têm "podem ser aproveitadas contra ela".

O líder comentou que "no mundo global não há diferença entre a frente interna e externa, mas há uma única frente" e quando alguém freia o avanço da mineração ou do gás em um país, é porque procura prejudicá-lo.

Por outro lado, sobre os conflitos sociais que afetaram o país no último ano, García declarou que "não há nada pior que a desordem e o caos.

Por isso, lamentou a morte de 24 policiais em um enfrentamento com nativos amazônicos em Bagua, a pior crise de sua gestão.

"Nada justifica que uma exigência degenere em violência que afete o direito de outras pessoas. Há uma enorme falta de cultura democrática pelo baixo nível educativo, e também mantemos condutas e atitudes alheias à democracia", explicou García.

Sobre a crise financeira mundial, o líder disse esperar um crescimento positivo da economia em 2009 e uma alta superior a 6% em 2010.

"O mundo sofre um grande transtorno, mas se recuperará em breve, porque jamais teve tanto dinheiro nos bancos nem tanta capacidade de produção nem mercado com tantos consumidores" em nível mundial, explicou.

No setor de defesa, García informou que foram investidos US$ 666 milhões na modernização de aviões, torpedos e mísseis, sistemas antitanque e helicópteros para as Forças Armadas.

"Aquele que quiser agredir nosso país terá uma terrível surpresa, porque o Peru está preparado para se defender em todas as frentes", afirmou o presidente.

As demais atividades oficiais pelo aniversário da independência foram suspensas para evitar a propagação do vírus da gripe suína, que já matou 23 pessoas no Peru. EFE mmr/rr

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