Presidente paraguaio Lugo reconhece filho de quando era bispo

ASSUNÇÃO (Reuters) - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, reconheceu nesta segunda-feira a paternidade de um menino de quase dois anos fruto de uma relação com uma jovem quando ele ainda era bispo da Igreja Católica, um anúncio que ameaça danificar a sua imagem e prejudicá-lo politicamente. A surpreendente revelação colocou um ponto final nos dias de especulações sobre uma demanda judicial que exigia a Lugo o reconhecimento do menor. Os rumores causaram agitação na imprensa em plena Semana Santa.

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"É certo que houve uma relação com Viviana Carillo. Diante disso, assumo todas as responsabilidades que possam derivar de tal feito, reconhecendo a paternidade do menino," disse Lugo em uma mensagem pela TV.

"A partir deste momento e atendendo ao interesse superior, a privacidade do menino, e as grandes responsabilidades que ao mesmo tempo o exercício da Presidência me impõem, não formularei mais declarações sobre o tema", acrescentou.

O anúncio coincidiu com o início do processo judicial por parte de uma juíza da cidade de Encarnação, após a apresentação, na quarta-feira da semana passada, da demanda por parte de dois advogados, que logo foram desautorizados pela mãe da criança.

Segundo o documento, Lugo e a jovem mantiveram uma longa relação que se iniciou quando ele era bispo do Departamento de São Pedro.

Lugo renunciou ao sacerdócio para entrar na política e, depois de ter sido eleito presidente no dia 20 de abril de 2008, recebeu uma inédita dispensa do papa Bento 16 para exercer o cargo.

(Reportagem de Daniela Desantis)

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