O novo presidente do Paraguai, Fernando Lugo, iniciou seu primeiro dia de governo, neste sábado, acompanhado de seu colega venezuelano, Hugo Chávez, na cidade de San Pedro (350km ao norte), no departamento mais pobre do país.

Os dois chegaram muito cedo a San Pedro, uma cidade de pouco mais de 29.000 habitantes, onde participaram de um festival de música e fizeram um comício na praça principal, além de firmarem vários convênios de caráter energético, tecnológico, comercial e educacional.

"Assinamos várias cartas de intenções. Tomara que não fiquem apenas na intenção", manifestou Lugo, com franqueza, dirigindo-se à multidão.

Em um ato no qual prevaleceu o clima informal, o ex-bispo apresentou seus ministros, entre eles o da Fazenda, Dionisio Borda, e o das Relações Exteriores, Alejandro Hamed Franco.

"O Paraguai deixará de ser o país dos corruptos e do tráfico de influência", declarou Lugo.

"Vamos usar este sabre do (general Simón) Bolívar contra a bandidagem, contra os que roubaram o povo, contra a corrupção", prometeu Lugo, erguendo uma réplica que lhe havia sido entregue por Chávez, pouco antes, para ratificar o compromisso de apoiar seu governo.

Assim como fez no discurso de posse, na sexta-feira, o presidente voltou a advertir para a árdua tarefa que tem pela frente.

"Não vai ser fácil, mas nós nunca gostamos das coisas fáceis. Gostamos dos grandes desafios. Não fomos feitos para coisas pequenas. O Paraguai voltará a ser grande (...)", frisou.

Em sua intervenção, Chávez ratificou seu apoio ao novo governo e disse que seu país quer "cumprir ao pé da letra" os convênios assinados.

"Vamos fornecer ao Paraguai todo o petróleo de que necessitar", prometeu Chávez, expressando sua confiança em que o novo Congresso ratifique o ingresso da Venezuela no Mercosul.

"Do meu ponto de vista, o país mais prejudicado no Mercosul pelo não ingresso pleno é o Paraguai, porque o que nós queremos é aumentar as compras desse país", afirmou.

A ratificação da entrada da Venezuela como membro pleno no bloco também está pendente em Brasília.

jos-hro/tt

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