Presidente paraguaio admite ser pai de menino de 2 anos

O presidente do Paraguai e ex-bispo, Fernando Lugo, admitiu nesta segunda-feira ser o pai de uma criança de dois anos de idade, cuja mãe havia apresentado uma ação de filiação ou de paternidade.

AFP |

"Assumo todas as responsabilidades que possam derivar de tal fato, reconhecendo a paternidade da criança", disse o chefe de Estado paraguaio ao revelar que teve "uma relação com Viviana Carrillo", mãe do menino.

Lugo disse que reconhecia o filho "com honestidade, como paraguaio, como cristão" e "em homenagem a todo o povo" que o levou ao poder nas eleições de 20 de abril de 2008.

A mãe do menino havia apresentado a ação há alguns dias em um tribunal da cidade de Encarnación, a 370 quilômetros de Assunção, cidade natal de Fernando Lugo, onde uma juíza deu procedência à ação.

Até 11 de janeiro de 2005, Fernando Lugo foi bispo da cidade de San Pedro, a 300 quilômetros de Assunção, mas seguiu com o hábito religioso ao qual renunciou no dia 18 de dezembro de 2007 para se candidatar à Presidência da República.

O reconhecimento de paternidade foi considerado um "ato de valentia" por líderes políticos locais.

"Agora é preciso ratificar o apoio a Lugo", afirmou após o anúncio o líder da bancada liberal na Câmara dos Deputados, Enzo Cardozo, aliado político do chefe de Estado.

"Ele é laico, não tem problema para ter filhos, é um homem valente", disse o monsenhor Mario Melanio Medina, membro da Conferência Espiscopal Paraguaia (CEP).

Agora será necessário registrar a criança no Registro Civil paraguaio com o sobrenome Lugo, indicou a ministra da Infância e Adolescência, Liz Torres.

Erd/dm

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