Presidente paraguaio aceita fazer exame de DNA sobre paternidade

ASSUNÇÃO (Reuters) - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, aceitou submeter-se a um exame de DNA para tentar encerrar mais um dos processos de paternidade que enfrenta, informou seu advogado nesta quarta-feira. Lugo, ex-bispo católico que abandonou o clero para dedicar-se à política, reconheceu meses atrás um filho concebido quando ainda era sacerdote e tem em andamento outros dois pedidos de reconhecimento de paternidade.

Reuters |

Uma sobrinha denunciou recentemente que Lugo tinha uma filha de 22 anos, o que aumentou a pressão sobre o presidente socialista, cuja popularidade caiu após os escândalos.

O advogado do presidente, Marcos Fariña, disse que Lugo havia decidido dar acesso livre para que a magistrada que está conduzindo o caso possa marcar a data de extração da mostra para a análise.

A promotora Damiana Morán, uma professora de 39 anos, afirma que Lugo é o pai de seu filho, atualmente com dois anos e concebido depois que Lugo renunciou ao sacerdócio.

O Vaticano o beneficiou com uma dispensa depois de sua eleição em abril de 2008.

"Se o senhor Lugo está bem assessorado, esta tarde mesmo poderíamos recorrer a qualquer laboratório... esperamos a chamada deles para ver se podemos dar a isso um fim definitivo", disse o advogado da mulher, Rodrigo Aguilar.

Em abril, Lugo reconheceu como seu filho um menino de dois anos, o que abriu caminho para outros pedidos de reconhecimento de paternidade. O outro pedido é de Benigna Leguizamón, que exige o reconhecimento de seu filho de sete anos.

O presidente acabou com mais de seis décadas de governo do conservador Partido Colorado e enfrenta forte oposição para levar adiante seus planos.

(Reportagem de Mariel Cristaldo)

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