Presidente paquistanês pede paz e colaboração antiterrorista à Índia

Nova York, 9 dez (EFE).- O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, propôs que o Paquistão e a Índia colaborem na luta antiterrorista e que sigamos avançando em nosso processo de paz, em artigo publicado hoje pelo jornal The New York Times.

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"Os atentados de Mumbai (há quase duas semanas, no qual morreram 188 pessoas) eram dirigidos não só contra a Índia, mas também contra o novo Governo democrático do Paquistão e contra o processo de paz com a Índia que empreendemos", escreveu Zardari.

"Para frustrar os propósitos dos terroristas, as duas grandes nações do Paquistão e da Índia, nascidas da mesma revolução e do mesmo mandato, têm que seguir adiante com o processo de paz", continuou, em seu artigo de opinião no jornal nova-iorquino.

"A Índia e o Paquistão - e o resto do mundo - têm que colaborar para buscar os terroristas que espalharam o caos em Mumbai, atacaram Nova York, Londres e Madri no passado, e destruíram o Hotel Marriott em Islamabad em setembro", afirmou.

"Os terroristas que mataram minha esposa (a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, em dezembro de 2006) têm vínculos ideológicos com esses inimigos da civilização", disse.

O presidente paquistanês lembrou que os terroristas islâmicos "não surgiram do nada", mas sua atividade foi fomentada durante a Guerra Fria, como uma arma contra a União Soviética no Afeganistão.

Zardari apelou ao resto do mundo que ofereça ajuda ao Paquistão, que "está na linha de frente na guerra contra o terrorismo", e que, em sua fronteira com o Afeganistão, colocou "150 mil soldados, que lutam contra Al Qaeda, os talibãs e seus aliados extremistas, muitos efetivos a mais do que os da Otan no Afeganistão".

"Para Índia, Paquistão e Estados Unidos, a melhor resposta ao massacre de Mumbai é a coordenação para fazer frente à intensificação do terrorismo", argumentou.

Para isso, "o mundo deve atuar para fortalecer a economia e a democracia do Paquistão, nos ajudar a construir a sociedade civil e oferecer a capacidade de garantir a segurança e lutar contra o terrorismo", especificou. EFE wm/an

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