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Presidente paquistanês anuncia sua renúncia para evitar mais instabilidade

Islamabad, 18 ago (EFE).- O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, renunciou hoje a seu cargo após assegurar que todas as acusações de que a coalizão governamental preparou contra ele para conseguir sua cassação são falsas.

EFE |

Em discurso televisionado à nação, Musharraf justificou sua decisão de deixar o poder em seu desejo de evitar mais "instabilidade", que na sua opinião seria o resultado caso não fosse superado o processo de impugnação no Parlamento, que o Executivo anunciava para esta semana.

"Deixo o destino desta nação nas mãos do povo. Que eles (os paquistaneses) sejam os juízes e façam Justiça", disse o presidente, após um longo discurso no qual defendeu sua atuação tanto no campo econômico como no político nos quase nove anos desde que assumiu o poder.

Segundo Musharraf, a folha de acusações que os membros do Governo prepararam contra ele está cheio de "acusações falsas".

"Tenho fé em que nem uma só acusação contra mim poderia ser provado, porque nunca pensei em meu próprio interesse, meu lema foi: Paquistão primeiro", acrescentou.

Mas, "ganhe ou perca o 'impeachment', em todo caso a nação será derrotada, sofrerá a dignidade do país", declarou Musharraf, para quem o processo de cassação anunciado responde a interesses pessoais.

Musharraf acusou os membros do Governo de "enganar" o povo paquistanês, mas também ressaltou que é seu dever tirar ao Paquistão da atual crise.

Segundo Musharraf, embora tivesse superado a impugnação, as relações entre o Governo e a Presidência não teriam melhorado, nem se teria superado o conflito institucional.

"O Exército poderia ter sido envolvido e eu não gostaria que isso acontecesse", destacou.

Musharraf disse que sua renúncia chegará hoje mesmo ao Presidência do Parlamento.

O já ex-presidente assumiu o poder no Paquistão em outubro de 1999 em um golpe de Estado incruento contra o Governo de Nawaz Sharif, que hoje é um dos membros do atual Executivo.

Em novembro do ano passado, Musharraf cedeu o comando do Exército que ostentou durante oito anos após ter sido reeleito presidente no mês anterior, para um mandato de cinco anos. EFE igb-ss-ja/ma

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