Presidente nigeriano pede que forças de segurança contenham onda de violência

Lagos - O presidente da Nigéria, Umaru YarAdua, exigiu que todas as agências de segurança do país atuem para conter e repelir os ataques de islâmicos radicais contra postos policiais e edifícios públicos que vêm ocorrendo em vários estados do norte do país desde o domingo passado.

EFE |

Em comunicado da Presidência publicado na noite de segunda-feira pela Agência de Notícias Pan Africana (Pana, em inglês), Yar'Adua afirmou que esforços não seriam poupados para identificar, deter e processar os líderes e membros das seitas islâmicas que participaram dos ataques violentos dos últimos dias.

Yar'Adua disse estar a par dos violentos confrontos que ocorreram nos estados de Bauchi, Borno, Kano e Yobe e que "as forças de segurança permanecerão em alerta máximo em todas as regiões vizinhas para assegurar que os ataques não se estendam para outras zonas".

O presidente nigeriano também destacou em seu comunicado que "lamenta profundamente a perda desnecessária de vidas ocasionadas pelos ataques gratuitos contra a Polícia e outros cidadãos inocentes nigerianos".

Os ataques dos radicais islâmicos do grupo Boko Haram começaram no domingo passado no estado de Bauchi quando uma delegacia da Polícia foi atacada, o que provocou um tiroteio que deixou 41 mortos, entre os quais estão um soldado e um agente, além de dúzias de feridos e 176 detidos.

Ontem, a violência se estendeu ao estado vizinho de Borno, onde fica a sede do Boko Haram e onde a Polícia disse ter matado ontem 100 membros do grupo fundamentalista, que se opõe ao sistema educacional ocidental e apoia a imposição da "Sharia" ou lei islâmica na Nigéria.

Em Yobe também houve registros de incidentes violentos, onde o Boko Haram atacou ontem uma delegacia e vários edifícios públicos.

Com quase 150 milhões de habitantes e mais de 200 tribos, a Nigéria é o país mais povoado da África e é considerado como um dos maiores quebra-cabeças sociais do continente.

Mais de dez mil pessoas morreram na Nigéria em confrontos entre muçulmanos, que são maioria no norte do país, cristãos, mais presentes no sul, e as forças de segurança desde 1999, quando a "sharia" entrou em vigor em 12 estados do norte do país.

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