Lagos, 21 ago (EFE).- O presidente da Nigéria, Umaru YarAdua, destituiu o chefe do Estado-Maior Central e os chefes do Exército e da Marinha, em uma decisão inesperada e que representa a maior mudança nas Forças Armadas desde que chegou ao poder em 2007.

O porta-voz da Presidência, Olusegun Adeniyi, disse hoje que o chefe das Forças Armadas, general Andrew Owoye Azazi, junto com os do Exército e da Marinha, haviam abandonado os cargos, enquanto o chefe da Força Aérea, general Paul Dike, tinha ocupado a chefia do Estado-Maior Central.

Pouco antes da ida de Yar'Adua à Arábia Saudita, por ocasião da peregrinação a Meca, Adeniyi anunciou na sede presidencial, em Abuja, que o major general A.B. Dambazau comandará o Exército, enquanto o vice-almirante Isaiah Iko Ibrahim liderará a Marinha e o general Oluseyi Petinrin, a Força Aérea.

As Forças Armadas da Nigéria lutam na região petrolífera do delta do Níger com vários grupos rebeldes que exigem que o Governo dedique uma parte do dinheiro que obtém do petróleo para o desenvolvimento da área.

Os ataques desses grupos a oleodutos e instalações petrolíferas e os seqüestros de empregados das companhias que trabalham na região levaram a produção de petróleo da Nigéria a cair quase 20%.

Como conseqüência, a Nigéria deixou de ser no segundo trimestre deste ano o maior produtor de petróleo da África, sendo superada por Angola, segundo o último relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). EFE da/fh/fr

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