Presidente nepalês dá 4 dias a partidos para formar Governo

Katmandu, 5 mai (EFE).- O presidente nepalês, Ram Baran Yadav, deu hoje um prazo de quatro dias aos partidos para formar um novo Governo, mas os maoístas deixaram claro que pensam em impedir isso tanto no Parlamento quanto através de protestos nas ruas.

EFE |

Em carta entregue à Secretaria do Parlamento, Yadav pediu aos partidos para formar um Governo de consenso após a renúncia, na segunda-feira, do primeiro-ministro maoísta, Pushpa Kamal Dahal, conhecido como Prachanda, de acordo com um comunicado oficial.

Convocados pelo Partido Marxista-Leninista, segunda maior legenda política do país, líderes de 20 das 25 formações do Parlamento se reuniram hoje para discutir a situação no país, mas os maoístas não estiveram presentes.

"Concordamos em formar um Governo nacional que inclua os maoístas", disse à imprensa o presidente dos marxistas-leninistas, Jhalnath Khanal, após a reunião.

Ele admitiu que o partido está disposto a liderar o novo Executivo, para o que, por enquanto, conta com o apoio da terceira maior força no Parlamento, o Partido do Congresso Nepalês.

Na reunião de hoje também não esteve presente a quarta maior legenda nacional, o Fórum Madheshi, que representa a minoria madhesh do sul do país e cujo líder está fora do Nepal em visita oficial.

O apoio dos grupos madhesh é imprescindível para a formação do Governo.

O prazo dado por Yadav para superar a atual crise política parece impossível, pois Prachanda, apesar de ter renunciado, não pretende facilitar a formação de um Executivo que deixe os maoístas na oposição.

Prova disso foi a atuação dos deputados aliados ao ex-premiê hoje na Assembleia, onde forçaram o presidente da Câmara, Subash Nembag, a adiar a sessão até amanhã.

Enquanto isso, mil ativistas do partido fizeram uma manifestação sem maiores incidentes. Pela manhã, a Polícia já tinha detido 63 pessoas que protestavam em frente à sede da Presidência e que, horas depois, foram libertadas.

A disputa entre o presidente e o ex-premiê tem a ver com a decisão de Yadav de reverter uma ordem de Prachanda pela qual foi destituído o chefe do Estado-Maior do Exército, o general Rookmangud Katawal. EFE ms/db

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