Presidente nega que tropas da Geórgia cometeram crimes de guerra

Copenhague, 29 out (EFE).- O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, negou hoje em Oslo as acusações de que seu país cometeu crimes de guerra durante o conflito com a Rússia, em disputa pela região separatista da Ossétia do Sul, segundo informou a agência norueguesa NTB.

EFE |

Um grupo de cidadãos noruegueses e russos apresentou hoje, em uma delegacia de Oslo, uma denúncia contra Saakashvili por genocídio e crimes de guerra e contra a humanidade.

Saakashvili frisou que a Geórgia estava de acordo com que se realize uma investigação internacional sobre os fatos e lembrou que já há outra em andamento impulsionada por uma comissão do Parlamento georgiano, conforme informou a "NTB".

"Não temos nada a ocultar, nossos soldados e Polícia são treinados para proteger a população, não para atacá-la", disse em coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg.

O presidente georgiano enfatizou, no entanto, que a Geórgia tem muitas provas de que a Rússia cometeu ataques contra civis e negou a responsabilidade de seu país no conflito.

Stoltenberg não quis se pronunciar sobre que país tinha sido o culpado da eclosão do conflito devido aos "desacordos" existentes e pediu uma investigação internacional.

"Caso de descubra que houve violações graves do direito dos povos, é evidente que será um caso para os tribunais internacionais", disse Stoltenberg.

Saakashvili disse, além disso, que a guerra não teria eclodido caso a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tivesse enviado uma mensagem mais clara à Geórgia em sua cúpula sobre uma futura inclusão na aliança.

O presidente georgiano viajará hoje a Estocolmo, onde amanhã se reunirá com o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt. EFE alc/rr

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