México, 6 mai (EFE).- O presidente do México, Felipe Calderón, pediu hoje que seu país não cante vitória e mantenha as recomendações sanitárias frente à gripe suína, embora estejam vencendo a batalha contra a doença.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

Durante a inauguração de um centro médico familiar na cidade de Uruapan, no centro do México, o presidente disse que os mexicanos devem se reincorporar a suas atividades normais, "mas nas maiores condições de segurança possíveis".

"Não se deve baixar a guarda, é preciso continuar lavando as mãos, é preciso continuar limpando os objetos que tocamos, é preciso seguir evitando ao máximo possível a saudação com beijo ou de mão, continuar os cuidados ao espirrar", disse.

Neste sentido, advertiu que o vírus não está totalmente sob controle e que haverão "mais" casos de contágio.

Por isso, recomendou à população que, se "apresentarem sintomas de gripe, não se deve ir à escola, não se deve ir trabalhar, é preciso ir à clínica, ter o diagnóstico".

No entanto, ressaltou que tanto os casos de contágio quanto as mortes diminuíram "notavelmente".

Calderón defendeu a gestão de seu Governo frente à emergência sanitária e lembrou que o vírus, "há menos de 15 dias, era totalmente desconhecido no mundo".

Em 23 de abril, o México foi notificado por um laboratório canadense de que as amostras de mexicanos doentes tinham dado positivo para o vírus A (H1N1).

"Naquele mesmo dia, tomamos todas as medidas preventivas que vocês conhecem", disse Calderón.

Além disso, sustentou que seu Governo fez uma gestão com "transparência" da informação dos contágios, pediu a participação da Organização Mundial da Saúde (OMS) durante a emergência e informou "do primeiro até o último caso".

Segundo ele, o vírus "arrancou forte" na capital mexicana por ser uma das cidades mais povoadas do mundo, e porque, no México, "está se investigando praticamente todos os casos".

Depois, na cidade de Zamora, Calderón comeu um prato tradicional de carne de porco frita, um dos produtos mexicanos ao qual alguns países do mundo fecharam as portas. EFE jd/an

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