Presidente libanês lamenta atraso na formação do novo Governo

Beirute, 1 ago (EFE).- O presidente do Líbano, Michel Suleiman, lamentou hoje que não tenha se conseguido formar um novo Governo após as eleições de 7 de junho, e pediu a todas as partes para criar portas de saída que permitam superar a crise.

EFE |

"O atraso na formação do Governo nos convida a refletir sobre as lacunas constitucionais. Devemos criar portas de saída, já que nosso Governo terá várias missões", afirmou o presidente libanês, em discurso pronunciado em cerimônia pelos 64 anos de criação do Exército.

Os líderes políticos libaneses ainda não conseguiram formar um gabinete, por causa das divergências entre os grupos parlamentares, apesar de, em 27 de junho, ter sido designado como primeiro-ministro Saad Hariri, cuja coalizão ganhou as eleições parlamentares de 7 de junho.

"Os libaneses esperam que (o Governo) realize um amplo plano de reformas nos âmbitos administrativo, econômico e financeiro, para levar ao país à modernização, reduzir a dívida e acabar com a corrupção", acrescentou Suleiman.

"Se o problema está em nós, os responsáveis, devemos sair. Se deve-se à Constituição, é preciso modificá-la, e, se for sectária, devemos estabelecer uma lei que elimine o confessionalismo político", acrescentou.

O Líbano é regido por um sistema confessional que reserva a Presidência para um cristão maronita, a Chefia do Governo para um muçulmano sunita e a do Parlamento para um muçulmano xiita.

Além disso, o Parlamento unicameral fixa que a metade dos 128 deputados seja cristã e a outra metade, muçulmana, mas a legislação vai além destes grandes grupos e estabelece diferentes subgrupos religiosos.

Em seu discurso, Suleiman pediu que a vida política do país prime pelo "interesse geral", e se mostrou a favor de um modelo político "para salvaguardar as liberdades e rejeitar o fanatismo".

Além disso, o governante acusou Israel de continuar violando as resoluções internacionais do Conselho de Segurança da ONU, entre elas a 1.701, que colocou fim ao conflito entre israelenses e Hisbolá em território libanês em meados de 2006, que deixou 1,2 mil mortos.

"É urgente aplicar a (resolução) 1.701, sem nenhuma modificação.

Israel deve se retirar das terras libanesas ocupadas", insistiu. EFE ks/an

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