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Presidente italiano sugere que Berlusconi modere os tons

Roma, 5 set (EFE).- O presidente da República da Itália, Giorgio Napolitano, assinalou ao chefe do Governo, Silvio Berlusconi, a necessidade de moderar os tons, após os últimos episódios de tensão e polêmicas que protagonizou o líder.

EFE |

Segundo o diário "La Stampa", Napolitano sugeriu Berlusconi "moderação e equilíbrio" especialmente aos meios de comunicação, durante uma entrevista ontem para falar sobre as celebrações do 150º aniversário da Unidade da Itália.

O jornal "Il Corriere della Sera", por sua parte, apontou que durante a entrevista se tratou das tensões registradas nos últimos dias com a Conferência Episcopal Italiana (CEI), com os periódicos e com a União Europeia (UE).

Napolitano mostrou sua compreensão pela "dificuldade da situação" mas expressou que Berlusconi tem que tranquilizar esse clima de tensão, assinalou "Il Corriere della Sera".

Berlusconi anunciou recentemente vários processos contra jornais italianos - entre eles "La Repubblica" e "L'Unità" - e estrangeiros por alguns artigos publicados sobre sua vida privada e os escândalos de caráter sexual nos quais se viu implicado nos últimos meses.

Além disso, protagonizou uma polêmica na UE após pedir que não sejam os porta-vozes dos diferentes comissários europeus, mas o presidente da Comissão e seu porta-voz, que se expressem publicamente a respeito dos Governos.

Seu nome também se viu na disputa que mantiveram o diretor do jornal dos bispos "Avvenire", Dino Boffo, e o diretor do cotidiano "il Giornale", propriedade da família Berlusconi, que em um editorial questionou a opção sexual de Boffo e o relacionou a um caso de assédio à esposa de um homem com o qual ele supostamente mantinha uma relação.

Um caso chamou a atenção na Itália na semana passada e que provocou a reação da oposição e da Conferência Episcopal italiana (CEI), que mostrou em repetidas ocasiões sua solidariedade e estima a Boffo, que finalmente renunciou ao considerar que sua vida e a de sua família "tinham sido violadas". EFE ebp/fk

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