Bagdá, 23 jul (EFE).- O presidente iraquiano, Jalal Talabani, expressou hoje sua rejeição à nova lei eleitoral provincial aprovada nesta terça-feira pelo Parlamento, mesmo com o boicote da Aliança Curda, que a qualificou de inconstitucional.

Em comunicado emitido hoje pelo escritório presidencial, Talabani considera que os parlamentares que votaram a favor desta legislação fizeram uma "prática anticonstitucional".

O chefe do Estado iraquiano chamou de partidária a atuação de quem participou da votação e ressaltou que o ato era um fruto do "nacionalismo fanático".

Um total de 127 deputados dos 140 que assistiram à reunião da câmara - composta por 275 parlamentares - foi a favor da nova norma, em uma votação secreta a pedido do presidente do Parlamento, o sunita Mahmoud al-Machadani.

Talabani acredita que esta prática estabelece o isolacionismo nacional e sectário.

"O presidente se mostra em desacordo com esta lei que foi votada por 127 deputados, que não constituem a metade dos parlamentares, e expressou sua confiança de que o conselho presidencial não dará sua aprovação", afirma a nota.

O comunicado explica que o presidente se comprometeu sempre com a unidade e a reconciliação nacional, assim como com o respeito dos diferentes grupos que formam a sociedade iraquiana.

Além disso, ressalta que esta nova lei se contrapõe "aos desejos do segundo componente básico do país (os curdos) e está contra o princípio da reconciliação nacional".

Talabani alertou para as conseqüências negativas caso a nova norma seja ratificada pelo Conselho Presidencial - formado pelo presidente e os dois vice-presidentes do país -, trâmite necessário para sua entrada em vigor. EFE am/rb/plc

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