Presidente iraquiano consulta líderes políticos sobre lei eleitoral regional

Bagdá, 26 jul (EFE).- O presidente do Iraque, Jalal Talabani, começou hoje a consultar líderes das coalizões políticas para conseguir um consenso que permita a aprovação no Parlamento da polêmica lei eleitoral provincial (estadual).

EFE |

"Talabani e o presidente da região autônoma do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, analisaram em Bagdá a situação política gerada depois que o Parlamento aprovou na terça-feira a lei eleitoral provincial, em uma votação que foi boicotada pela Aliança Curda", indica um comunicado do gabinete presidencial.

A nota destaca que ambos acham importante o "respeito à Constituição e os acordos assinados entre o Governo e parceiros do processo político para manter a cordialidade nacional".

O chefe de Estado também recebeu uma delegação do Partido Islâmico do Iraque (PII), a principal legenda sunita dentro do Governo, com a qual avaliou a polêmica lei eleitoral provincial e as circunstâncias de sua aprovação no Parlamento.

Na reunião, a representação do PII manifestou "o desejo de trabalhar por uma solução para que a nova lei seja aprovada com a finalidade de satisfazer a todos".

Ao todo, 127 deputados dos 140 - de um total de 275 - que estiveram presentes na sessão parlamentar votaram a favor da nova lei.

Um dia depois, o presidente iraquiano mostrou sua rejeição à nova legislação eleitoral provincial. Em comunicado, Talabani disse que os parlamentares que votaram a favor do texto incorreram em uma "prática anticonstitucional".

A lei é considerada polêmica por causa da disputa entre curdos, turcomanos e árabes pela rica cidade petrolífera de Kirkuk, localizada cerca de 250 quilômetros a norte de Bagdá.

Os curdos, que querem anexar a cidade à sua região autônoma, rejeitam a nova lei porque esta estipula a divisão de 32% das cadeiras do conselho local de Kirkuk para cada um dos três grupos étnicos, enquanto os 4% restantes ficariam para outras minorias.

Além disso, o texto estabelece a substituição das forças de segurança atuais, majoritariamente curdas, por outras de províncias diferentes. EFE am/sc

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