Presidente iraniano considera suspeitos os atentados de 11 de setembro

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, voltou a manifestar dúvidas sobre o caráter terrorista dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, ao qualificar os eventos de acontecimento suspeito, em um discurso nesta quarta-feira.

AFP |

"Há quatro ou cinco anos, um acontecimento suspeito aconteceu em Nova York. Um edifício desabou e disseram que 3.000 pessoas morreram (...). Nunca publicaram os nomes, mas com este pretexto atacaram o Afeganistão e o Iraque e, desde então, um milhão de pessoas morreram", afirmou Ahmadinejad na cidade sagrada de Qom (centro do país).

Esta é a terceira vez em poucos dias que Ahmadinejad fala a respeito do tema, como já havia feito com o Holocausto dos judeus durante a II Guerra Mundial, cuja existência primeiro colocou em dúvida, para depois negar seu alcance.

Em 8 de abril, o presidente do Irã acusou os Estados Unidos de terem utilizado os atentados de 11 de setembro como "pretexto" para as intervenções no Afeganistão e Iraque.

Ahmadinejad, eleido em junho de 2005, tem por hábito fazer declarações provocativas, geralmente dirigidas contra Israel, inimigo declarado do Irã.

O reformista Mohamed Khatami, presidente do Irã em 2001, condenou na época os atentados de 11 de setembro.

Em Qom, Ahmadinejad também criticou a "ordem mundial".

"Temos duas missões: construir o Irã e corrigir a situação no mundo. É impossível alcançar o topo do progresso sem mudar a ordem corrupta e injusta do mundo".

No dia 10 de abril, o presidente iraniano já havia criticado violentamente as potências ocidentais, ao afirmar que o Irã seguiria até o fim para "eliminar a direção corrupta do mundo".

sgh/fp

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