Presidente hondurenho acusa OEA de ingerência

Bogotá, 4 jul (EFE).- O novo presidente de Honduras, Roberto Micheletti, acusou hoje a Organização dos Estados Americanos (OEA) de ingerência e disse que o secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza, é intransigente.

EFE |

Micheletti, em declarações por telefone em Tegucigalpa à emissora colombiana "Caracol Radio", denunciou que está sendo feita uma "conspiração do exterior" contra seu Governo, formado após deposição do presidente Manuel Zelaya.

Em Tegucigalpa, "observamos a atitude do senhor Insulza totalmente intransigente", afirmou.

"Desde que (Insulza) chegou (a Honduras na sexta-feira) advertiu que a OEA iria nos expulsar, completou o presidente.

Micheletti pediu respeito à soberania do país e advertiu: "Não vamos permitir que ninguém venha fazer imposições".

"Somos um país soberano", frisou Micheletti na conversa com a "Caracol Radio".

O presidente revelou, ao denunciar um suposto complô, que autoridades hondurenhas detiveram "vários nicaraguenses e a um venezuelano" que atendem "instruções para colocar situações" que seu país não quer viver.

Segundo Micheletti, os detidos são pessoas "que têm antecedentes de violência" em seus países de origem.

Sobre esse suposto complô, explicou que as autoridades de seu país possuem informação de que os detidos exerciam atividades irregulares.

Para ele, no exterior há "desinformação" sobre o que acontece em Honduras. Micheletti explicou que tanto a Suprema Corte hondurenha, como os partidos políticos e a Igreja Católica disseram "claramente" a Insulza "o que estava acontecendo". EFE rrm/rr

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