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Presidente haitiano diz que catástrofe é incrível

Washington, 13 jan (EFE).- O presidente haitiano, René Préval, afirmou hoje que é preciso ver para crer na incrível catástrofe produzida em seu país pelo terremoto desta terça-feira.

EFE |

O presidente, que saiu às ruas de Porto Príncipe hoje às 5h (hora local) para ver com seus olhos o ocorrido, concedeu uma entrevista à "CNN" às portas do aeroporto da capital, para onde seguiu para verificar o estado de uma estrutura fundamental para receber ajuda humanitária.

"A cidade está destruída. Os hospitais, os colégios, as casas. As ruas estão cheias de cadáveres", relatou o presidente, que destacou que o Palácio Presidencial e sua própria casa desabaram com o terremoto.

"Não sei onde vou dormir esta noite. Mas isso não é um problema", disse Préval.

"Ouvi que podem ser 50 mil (mortos). Outros dizem que centenas de milhares. A verdade é que não sei. É cedo demais para saber", disse à "CNN".

Segundo o presidente haitiano, a primeira necessidade do país é limpar as ruas de cadáveres e atender os feridos. "Não podemos levá-los aos feridos aos hospitais, estão cheios", ressaltou.

Além disso, o Haiti precisa de equipes de resgate, artigos médicos e alimentos.

A isso se une o risco de novos desabamentos, um temor que levou a população de Porto Príncipe a acampar em ruas e praças.

Préval disse não temer que a situação nas ruas derive em um surto de violência devido à falta de água potável e alimentos.

"O povo entende a situação. Todo mundo está fazendo o possível para se ajudar", declarou à "CNN".

O terremoto aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, com intensidade de 7 graus na escala Richter. O primeiro-ministro haitiano, Jean Max Bellerive, cifrou hoje em "centenas de milhares" o número de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE pgp/bba

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