Presidente georgiano anuncia vitória nas legislativas

O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, proclamou nesta quinta-feira (hora local) a vitória de seu partido, o Movimento Nacional Unido, nas eleições legislativas realizadas na véspera, em declarações a um grupo de jornalistas, em Zugdidi, no oeste do país.

AFP |

"As eleições foram livres e justas. Espero que os observadores internacionais confirmem isso, mas o mais surpreendente é a vitória esmagadora do partido governante", disse Saakashvili à imprensa na cidade de Zugdidi.

O presidente georgiano destacou que "globalmente, obtivemos o que equivale a uma maioria constitucional".

Segundo as pesquisas de boca-de-urna, o Movimento Nacional Unido, de Saakashvili, venceu com mais de 63% dos votos, contra apenas 14% para o Conselho Unido da Oposição.

A oposição foi às ruas de Tbilisi para protestar contra o resultado das pesquisas, e dirigentes opositores prometerem reunir milhares de pessoas para repudiar o que chamam de "armação" eleitoral.

"A pesquisa de boca-de-urna é um primeiro sinal de que essas eleições foram arranjadas", disse Levan Gachechiladze, um dos líderes do Conselho da Oposição Unida, que reúne nove partidos.

A sondagem foi divulgada pouco depois do fechamento dos colégios eleitorais, às 20h00 local (13h00 de Brasília).

"A luta continua. Nosso objetivo é libertar a Geórgia deste regime", declarou David Gamkrelidze, líder de um dos nove partidos da coalizão opositora, o Partido dos Novos Direitos.

Segundo as pesquisas, conseguiram votos para ter representação no Parlamento o partido do presidente, a coalizão de Gachechiladze, o Partido Democrata-Cristão (mais de 8%) e os Trabalhistas (cerca de 5%).

Apesar da votação ter sido tranqüila na capital, as autoridades da Geórgia acusaram os rebeldes da região separatista pró-Rússia da Abkhásia de atirar contra eleitores que tentavam chegar ao território controlado pela Geórgia.

Segundo o ministério do Interior do país, quatro pessoas ficaram feridas, uma gravemente, por "granadas e tiros de fuzil".

O "presidente" da Abkhásia, Sergi Bagapch, que está em Moscou, desmentiu a informação.

"Não temos nenhum motivo para realizar semelhantes ataques. Dois carros de eleitores não iriam modificar a situação política. Já estamos fartos dessas cenas dignas de Hollywood", afirmou.

A tensão política é alta na Geórgia após a violenta repressão das manifestações da oposição em novembro e das denúncias de fraude presentes nas eleições presidenciais de janeiro.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) enviou 550 observadores e na quinta-feira irá comunicar seu parecer sobre a votação.

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