Manila, 18 nov (EFE).- A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, ordenou que as forças de segurança acabem a todo custo com os seqüestros no sul do país, cujo número de vítimas já chega a 56 neste ano - como nove mortos -, informou hoje o ministro da Presidência, Eduardo Ermida.

Ermida informou, durante entrevista coletiva em Manila, que a governante estava "zangada pelos últimos relatórios sobre o aumento dos seqüestros nas províncias de Basilan, Jolo e Tawi-Tawi, e em algumas partes das províncias de Zamboanga".

Segundo o ministro, 56 pessoas foram capturadas por Abu Sayyaf, um grupo islâmico que os Estados Unidos incluem na rede terrorista Al Qaeda, e por membros da Frente Moura de Libertação Islâmica, principal organização muçulmana separatista do país.

Entre as vítimas, 11 seguem em cativeiro, 36 foram libertados e nove foram mortos.

Ermida apontou que, ao todo, foram pagos 45,92 milhões de pesos (US$ 922.117 ou 728.773 euros) em resgates.

"A presidente está decidida a acabar com este tipo de prática e a conter ou a neutralizar a todo custo os culpados, que foram identificados como membros do grupo terrorista Abu Sayyaf ou como elementos da Frente Moura de Libertação Islâmica", acrescentou Ermida.

A filipina Merlie Mendoza, trabalhadora de uma ONG , foi a última vítima libertada, na sexta-feira passada, após dois meses presa nas selvas da ilha de Basilan, cerca de 920 quilômetros ao sul de Manila. EFE zm/jp

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