Presidente eleito na Mauritânia nega fraude em pleito

Nuakchott, 19 jul (EFE).- O general golpista Mohammed Ould Abdelaziz, vencedor das eleições presidenciais realizadas ontem na Mauritânia, negou que tenha existido fraude no pleito, como denunciam os líderes da oposição.

EFE |

Em coletiva de imprensa, Abdelaziz, que segundo o Ministério do Interior obteve 52% dos votos, ressaltou que as carteiras de identidade não podem ser falsificadas e que também não houve irregularidades nas urnas, que estavam vigiadas por representantes dos candidatos.

Segundo ele, as denúncias apresentadas pelo líder da oposição, Mesaud Ould Buljeir, e outros três candidatos esta manhã não foram acompanhadas de provas.

O ex-chefe da Junta Militar que tomou o poder após o golpe de Estado de agosto de 2008 considerou que foi "o povo" que ganhou a batalha, e reiterou sua intenção firme de lutar contra a corrupção.

Por outro lado, Abdelaziz assegurou que as relações exteriores de seu país serão definidas "segundo os interesses do povo", e evitou se pronunciar de forma concreta sobre as relações de seu país com Israel, congeladas desde março passado.

A Mauritânia é um dos três países árabes que reconheceram oficialmente Israel, mas a posição de Abdelaziz pode reverter essa decisão.

O novo presidente assegurou que leva "muito a sério" a ameaça terrorista e que combaterá o terror tanto do ponto de vista militar como a partir da raiz do problema.

Nesse sentido, destacou que não há células terroristas ativas na Mauritânia, mas que alguns elementos se infiltram de países vizinhos para cometer ações pontuais. EFE mo/rr

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