Presidente eleito de Taiwan defende futura encarregada de assuntos chineses

Taipé, 2 mai (EFE).- O presidente eleito de Taiwan, Ma Ying-jeou, do partido Kuomintang (KMT), defendeu hoje a presidente designada para o Conselho de Assuntos Chineses, Lai Hsing-yuan, das críticas de membros de sua própria legenda.

EFE |

A nomeação de Lai, ex-parlamentar da União Solidariedade de Taiwan (UST), "diminuirá a resistência de certos setores ao novo Governo", declarou Ma contra uma avalanche de críticas dos setores mais anti-separatistas do KMT.

O presidente eleito de Taiwan disse que a designação de Lai visa a estimular "a unidade interna" de Taiwan, entre todos os setores políticos da ilha, onde o Partido Democrático Progressista (MCT) obteve 41% dos votos nas eleições presidenciais de 22 de março.

Lai, por sua parte, declarou que suas opiniões sobre as relações com a China "são idênticas às do presidente eleito Ma Ying-jeou, que se resume a evitar a guerra e não buscar a independência nem a unificação", declarou em entrevista coletiva.

A futura presidente do Conselho de Assuntos Chineses prometeu priorizar a "manutenção da paz e da estabilidade nas relações do Estreito de Formosa" sem menosprezar a "soberania da nação".

Lai deverá coordenar seu trabalho com o presidente designado da Fundação para o Intercâmbio no Estreito (Straits Exchange Foundation), Chiang Ping-kun, que se encarregará de negociar com a China e de ficar a par dos contatos com Pequim.

"Não haverá problema algum na coordenação", disseram Lai e Chiang em várias entrevistas coletivas com as mesmas palavras.

A nomeação da ex-parlamentar surpreendeu a muitos e desencadeou temores de novas tensões com a China.

Lai destacou que não é "independentista" e defendeu o princípio de que existe uma só China e que tanto Taipé quanto Pequim podem definir essa China a seu modo.

Observadores políticos locais consideram que a designação de Lai visa a obter um consenso nacional sobre a política em relação à China, que não deixe de lado os 41% dos eleitores que não votaram em Ma nas eleições de 22 de março e que simpatizam com o independentista MCT.

Uma pesquisa divulgada na quarta-feira mostra que 45% dos taiuaneses defendem a manutenção da atual situação de independência de fato e que os partidários da união com a China não chegam a 9%.

EFE flp/wr/db

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