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Presidente egípcio acusa poderes regionais por conflito em Gaza

Cairo, 4 fev (EFE).- O presidente egípcio, Hosni Mubarak, acusou hoje determinados poderes regionais de incitar ao conflito armado na Faixa de Gaza, em uma aparente referência ao papel do Irã na região, mas sem citar diretamente esse país.

EFE |

Em discurso por ocasião do Dia da Polícia, transmitido pela televisão, Mubarak também reiterou sua recusa em aceitar a mobilização de forças estrangeiras em suas fronteiras, e rejeitou a possibilidade de o Egito ser arrastado a uma guerra com Israel.

"Há grandes perguntas vinculadas com as circunstâncias e as implicações da agressão israelense contra Gaza", disse sobre o conflito no território palestino, iniciado em 27 de dezembro.

As hostilidades começaram depois do fim, em 19 de dezembro, de um cessar-fogo de seis meses entre Israel e o movimento palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

"Por que os grupos palestinos negaram a demanda para renovar a trégua e por que essas facções ignoraram nossa advertência de que isso representaria um convite para o que ocorreu depois?", perguntou Mubarak.

"Isso era parte de um plano para derramar sangue árabe a favor das posições de poderes regionais que buscam impor uma nova realidade no campo palestino e árabe?", insistiu.

O Governo egípcio foi acusado por alguns países, especialmente o Irã, de uma suposta colaboração com o ataque israelense, ao manter fechada a passagem fronteiriça de Rafah, a única de Gaza que não passa por Israel.

Mubarak não mencionou quais são esses "poderes regionais", mas aparentemente se referia ao Irã, país não árabe que foi identificado por altos funcionários egípcios ao falar das supostas interferências de Teerã nos assuntos palestinos a favor de suas próprias ambições regionais. EFE nq/an

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