Presidente e líder opositora pedem calma na África do Sul

Johanesburgo, 4 abr (EFE).- O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e a líder da oposição local, Helen Zille, pediram hoje calma para evitar a violência e o aumento da tensão racial após o assassinato do líder ultradireitista africâner Eugene Terreblanche.

EFE |

Em comunicado divulgado hoje, Zuma, também líder do governamental Congresso Nacional Africano (CNA), alerta para possíveis "agentes provocadores que aproveitem esta situação para incitar ou alimentar o ódio racial".

Chamado por Zuma de "terrível fato", o assassinato de Terreblanche ocorreu ontem em sua fazenda no noroeste do país e foi atribuído pela Polícia a dois de seus empregados.

Zille, chefe de Governo da província do Cabo Ocidental e líder da Aliança Democrática (DA), o principal partido da oposição sul-africana, afirma em comunicado que o assassinato de Terreblanche "inflama" a tensão racial na África do Sul.

"O assassinato de Terreblanche inevitavelmente polarizará e inflamará as paixões na África do Sul, em um momento no qual as tensões já são muito altas", destaca Zille em sua nota.

Segundo a líder opositora, os sul-africanos devem "resistir à polarização racial".

Outros partidos e organizações sociais condenaram o assassinato de Terreblanche, mas alguns não deixaram de apontar suas tendências racistas. A Organização do Povo Azania (AZAPO) afirmou que o político "morreu do mesmo modo que ele matou indefesos trabalhadores agrícolas".

Terreblanche era líder do grupo Afrikaner Weerstandsbeweging (AWB, Movimento de Resistência Africâner). Seu corpo foi encontrado em sua cama com ferimentos na cabeça.

A Polícia sul-africana informou ontem que um homem de 21 anos e um menor de 15 foram detidos como supostos autores do assassinato.

Segundo a Polícia, ambos declararam que tinham discutido com Terreblanche porque este não pagaria pelo trabalho que faziam em sua fazenda. EFE cho/bba

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