Washington, 28 abr (EFE).- O presidente do Partido Democrata, Howard Dean, afirmou hoje que Hillary Clinton ou Barack Obama terão que desistir de sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos em junho, quando terminam as primárias para a definição do nome que enfrentará o republicano John McCain nas eleições de novembro.

Segundo Dean, a desistência será necessária para que o partido se una em torno de um só candidato.

Os dois pré-candidatos democratas estão há meses em uma acirrada disputa, mas nenhum dos dois conseguiu os 2.024 delegados necessários para assegurar sua candidatura à Presidência.

Também já ficou claro que, a esta altura, nem Hillary nem Obama alcançarão esse número, razão pela qual a escolha do democrata que irá às urnas vai ser decidida na convenção de agosto, pelos 800 superdelegados da legenda.

No momento, Obama tem o apoio de 1.727 delegados, enquanto Hillary conquistou os votos de 1.592. Devido ao sistema de divisão, proporcional, é quase certo que o senador afro-americano se manterá na frente no fim das primárias.

Mesmo assim, a senadora democrata por Nova York vem tentando reduzir ao máximo a vantagem de Obama e se prepara para convencer os superdelegados de que é a candidata com mais chances de vencer em um confronto direto com McCain.

Os superdelegados que ainda não disseram qual seu candidato favorito podem esperar até agosto para revelá-lo, mas Dean quer a todo custo evitar esse cenário, que, segundo ele, diminuiria as chances de os democratas vencerem em 4 de novembro.

"Não podemos ter um convenção dividida. Se isso acontecer, será muito difícil reparar o partido depois disso", afirmou Dean em uma entrevista à rede de TV "ABC".

"Temos mais nove primárias (...); 500 dos 800 superdelegados já disseram de quem estão a favor. Os 300 restantes farão isso no fim de junho. Então, saberemos quem é nosso candidato, e isso é o que precisamos fazer", acrescentou Dean. EFE tb/sc

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