Presidente dominicano garante petróleo venezuelano e negocia crédito do BNDES

Costa do Sauípe (Brasil), 17 dez (EFE).- O presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, disse hoje à Agência Efe que pode receber créditos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para infra-estrutura e que a queda dos preços do petróleo abaixo dos US$ 50 por barril não ameaça as ofertas da Venezuela através da Petrocaribe.

EFE |

O governante, que teve hoje uma reunião bilateral com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assegurou que, apesar da preocupação com a queda dos preços do petróleo manifestada por seu colega venezuelano, em nenhum momento foi posta em dúvida a continuidade da Petrocaribe.

"Chávez manifestou preocupação, certamente, pela queda abrupta dos preços do petróleo, mas não nos manifestou nenhuma preocupação em não poder seguir colaborando", declarou Fernández.

"Inclusive porque o programa da Petrocaribe admite diferentes níveis de preços e prevê diferentes formas de cooperação com o petróleo valendo US$ 15 ou mais de US$ 100 por barril", afirmou.

Petrocaribe é um tratado de cooperação energética com 16 membros que permite a distribuição de petróleo venezuelano entre os países do Caribe com créditos em longo prazo e baixos juros.

O acordo estabelece que os países beneficiados têm que pagar parte do valor pelo petróleo recebido em dinheiro e a outra parte financiada com prazos de até 25 anos e com taxas de juros de 1% anuais.

"Neste momento, como o preço está abaixo dos US$ 50 por barril, teríamos que pagar 70% da fatura corrente e financiar os 30% restantes. Se passar de US$ 60 teríamos que pagar 60% da conta e financiar os outros 40%. E, se passa dos US$ 100 seria o contrário, com 70% financiados e 30% pagos", explicou Fernández.

O chefe de Estado dominicano esclareceu que, apesar do programa prever diferentes cenários em termos de preços, somente Chávez poderá garantir se ele continua ou não.

Fernández assinalou que durante a Cúpula da América Latina e do Caribe, que termina hoje na Costa do Sauípe, também teve encontros com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, assim como com a do Chile, Michelle Bachelet, para conversar sobre investimentos em infra-estrutura, cooperação e programas de benefício mútuo em energia.

Com Lula assegurou haver conversado sobre os empréstimos que o BNDES pode conceder para que "empresas brasileiras invistam na República Dominicana em estradas, aquedutos e outras obras".

"Com o Chile tratamos da experiência chilena em temas institucionais, em específico sobre as mudanças de ordem institucional do Chile, e sobre um empréstimo de habitação para a República Dominicana sobre o qual estamos estudando a forma de fazer o desembolso", explicou. EFE cm/jp

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