Presidente dominicano fala com Obama sobre situação no Haiti

Santo Domingo, 15 jan (EFE).- O presidente dominicano, Leonel Fernández, conversou com seu colega americano, Barack Obama, sobre a situação do Haiti após o devastador terremoto que atingiu o país na terça-feira, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

Os dois governantes conversaram por telefone ontem à noite, segundo um comunicado da Presidência dominicana.

Na conversa, Fernández e Obama falaram que a ajuda dos Estados Unidos deve chegar ao Haiti também pela vizinha República Dominicana e concordaram quanto à necessidade de aplicar um plano de recuperação no país caribenho.

Fernández disse a Obama que na sua visita ontem a Porto Príncipe comunicou ao presidente haitiano, René Préval, e ao seu primeiro-ministro, Jean-Max Bellerive, a disposição da República Dominicana para servir de ponte para a ajuda direcionada ao Haiti.

O presidente Obama, segundo a fonte, "mostrou muita preocupação com a situação do povo haitiano e manifestou ao presidente Fernández o interesse do Governo dos Estados Unidos em poder cooperar de forma efetiva na recuperação do Haiti".

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. A Cruz Vermelha haitiana estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah, a força de paz da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente do número do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil". EFE mf/bba

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