Presidente do TSE garante transparência em referendo no Equador

Quito, 25 jul (EFE).- O presidente do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) do Equador, Jorge Acosta, garantiu hoje a transparência no referendo constitucional de setembro e antecipou que deseja que a União Européia (UE) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) mandem observadores.

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"Pelo menos eu, e acho que o resto de membros do TSE, não vamos deixar que se meta a mão grosseiramente na transparência do processo eleitoral. Não vamos deixar", disse Acosta em uma entrevista à rádio "Democracia".

A Carta Magna que foi aprovada nesta quinta-feira pela Assembléia Constituinte e hoje será entregue a Acosta em cerimônia em Montecristi (oeste do país) será submetida à consulta popular em 28 de setembro.

Acosta indicou que já se reuniu com representantes da UE para que colaborem na supervisão do processo, no qual também espera a participação da OEA, entre outros órgãos.

O presidente do TSE destacou que não viu "intenções de fraude de ninguém", mas ressaltou que "a única coisa que é preciso fazer nesta temporada é garantir a vontade popular e nada mais".

As declarações foram realizadas um dia depois que o ex-presidente equatoriano Lúcio Gutiérrez, do opositor Partido Sociedade Patriótica (PSP), expressou o temor de uma possível fraude, em favor do Governo, no referendo de setembro.

Gutiérrez, que é o líder mais visível da oposição, pediu ao povo equatoriano para "ficar atento" a qualquer manobra que possa gerar uma fraude no referendo.

Ele também criticou a Assembléia Constituinte, que, em uma das últimas decisões, retirou a opositor do Tribunal Supremo Eleitoral e nomeou como substituto um representante do movimento governista Aliança País. EFE sm/db

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