Presidente do Sudão pede a árabes apoio contra mandado de prisão

Por Andrew Hammond DOHA (Reuters) - A aparição do líder sudanês, Omar Hassan al-Bashir, na cúpula árabe nesta segunda-feira, criticando um mandado internacional de prisão contra ele, ofuscou os esforços para desfazer um racha entre os participantes sobre como lidar com a questão do Irã.

Reuters |

Bashir voou no domingo para o Catar, pequeno Estado no Golfo Pérsico, após visitar Egito, Eritreia e Líbia nas semanas posteriores a seu indiciamento, pela Corte Criminal Internacional, por crimes de guerra cometidos em Darfur.

Falando na cerimônia de abertura da cúpula na segunda-feira, Bashir conclamou os líderes árabes em Doha a rejeitar a acusação contra ele e acusou Israel de apoiar rebeldes em Darfur.

"Nós apreciamos o seu apoio e esperamos que isso leve a resoluções fortes e claras... que rejeitem essa resolução e exijam seu cancelamento", disse ele.

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, pediu aos participantes da cúpula que expressem apoio inequívoco a Bashir.

"Nós somos chamados hoje a rejeitar o mandado categoricamente e a expressar apoio absoluto ao Sudão neste momento", disse. "O que está acontecendo com o Sudão agora é outro capítulo do esforço para enfraquecer os árabes... e um outro estágio no esforço para fragmentar o Sudão."

Estados árabes foram rápidos em se unir a Bashir no último mês. Alguns citaram a ausência de medidas internacionais contra Israel por causa da guerra de três semanas em Gaza que matou 1.300 palestinos. Os árabes geralmente veem um rigor menor aplicado aos israelenses nessas ocasiões.

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