O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, disse nesta terça-feira que aceitaria a separação do sul se este for o resultado de um plebiscito a ser realizado no ano que vem. A realização do plebiscito está prevista no acordo de paz que, em 2005, selou o fim de décadas de guerra civil entre o norte e o sul do Sudão.

Bashir afirmou que o desejo de seu partido é que o país permaneça unido "mas se o resultado do plebiscito for a separação, seremos os primeiros a reconhecer e apoiar esta decisão", disse ele em um pronunciamento televisionado.

As tensões entre o norte o sul vêm aumentando recentemente, com políticos sulistas acusando o governo de tentar manipular o referendo para assegurar a rejeição da proposta.

Reeleição
Correspondentes dizem que no discurso, Bashir mostrou um tom mais conciliatório, o que foi bem-recebido entre a população no sul.

Muitos, entretanto, dizem que preferem esperar para ver se o presidente mantém a palavra.

Bashir é candidato à reeleição presidencial nas eleições de abril.

Após décadas de conflito, o sul do Sudão permanece uma das áreas mais pobres do mundo.

No ano passado cerca de 2 mil pessoas morreram em confrontos que, segundo o partido que governa a área, estariam sendo incentivados pelo governo para desestabiliar a região antes das eleições.

O governo nega as acusações.

Bashir tem uma ordem de prisão contra si emitida pelo Tribunal Penal Internacional, acusado de crimes de guerra cometidos na região de Darfur, oeste do Sudão.

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