Presidente do Peru critica armamentismo e ironiza Chávez

BARILOCHE, Argentina (Reuters) - O presidente peruano, Alan García, criticou nesta sexta-feira o que considera uma corrida armamentista na América do Sul, num momento em que seu país mantém uma disputa de fronteira com o Chile, importante comprador de armas na região. É vergonhoso que presidentes que dizemos atuar pelo povo tenhamos comprado 38 bilhões de dólares em armas no ano passado, afirmou.

Reuters |

"Estamos falando de integração aqui na linda (cidade de) Bariloche... mas vamos sair e comprar mais armas", acrescentou, durante a cúpula da União de Nações Sul- Americanas (Unasul) na cidade, na Patagônia argentina.

A fronteira marítima entre Peru e Chile está em litígio. O Chile destinou no ano passado 4,47 bilhões de dólares para a compra de armamento.

O Brasil, com um orçamento de defesa de cerca de 26,2 bilhões de dólares em 2008, tem uma longa lista de compras que inclui helicópteros, caças e até um submarino nuclear para reafirmar seu lugar como uma potência regional.

O gasto em defesa também é alto na Colômbia, com um orçamento de cerca de 6 bilhões de dólares em 2008, segundo a Rede de Segurança e Defesa da América Latina.

No discurso, García dirigiu suas críticas principalmente ao venezuelano Hugo Chávez.

Referindo-se aos temores venezuelanos pela presença de militares norte-americanos na Colômbia, García disse: "Para quê eles vão dominar o petróleo (da Venezuela) se você vende tudo para os Estados Unidos?"

A frase provocou sorrisos, exceto em Chávez. García disse de imediato que se tratava de uma piada.

(Por Jorge Otaola, reportagem adicional de Teresa Céspedes e Patricia Vélez, em Lima)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG