O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, afirmou nesta terça-feira que é favorável a pena máxima para os contrarrevolucionários que protestaram no domingo no Irã, mas destacou que é preciso diferenciá-los da oposição reformista dentro do regime.

Em um discurso no Parlamento, Larijani fez uma nova advertência aos dirigentes da oposição ao presidente Mahmud Ahmadinejad, mas não pediu que sejam julgados como fizeram na segunda-feira várias personalidades ligadas ao governo.

"O Parlamento quer que os serviços secretos e as autoridades judiciais prendam as pessoas que insultam a religião e que imponham a pena máxima, em particular aos que destruíram bens públicos", disse, sem explicar o que considera "pena máxima".

Mas Larijani afirmou ainda que o Parlamento "estabelece uma distinção entre os movimentos políticos que representam a esquerda dentro do regime e os contrarrevolucionários".

Várias personalidades ligadas ao governo pediram na véspera a adoção de medidas contra os dirigentes da oposição, depois das manifestações antigovernamentais de domingo em todo o Irã, que deixaram pelo menos oito mortos e centenas de detidos.

O aiatolá conservador Ahmed Khatami, imã da oração de sexta-feira em Teerã, também pediu à justiça que "deixe de dar prova de tolerância aos líderes da conspiração", em uma referência implícita aos líderes da oposição, em particular o ex-premier Mir Hussein Mousavi.

bur-lma/fp

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