Presidente do Parlamento iraniano nega violações de direitos humanos no país

Madri, 9 fev (EFE).- O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, negou categoricamente que no Irã ocorram graves violações aos direitos humanos, como denunciou a Anistia Internacional (AI) por ocasião dos 30 anos da Revolução Islâmica, a serem comemorados nesta terça-feira.

EFE |

"Com toda segurança, nego" essas acusações, afirmou Larijani em Madri ao ser perguntado sobre as denúncias da AI, que assegura que no Irã há muitos casos de detenções arbitrárias, torturas, impunidade e execuções por penas de morte.

"Fizemos a revolução para que não existam essas coisas", acrescentou o antigo negociador iraniano para o conflito nuclear, quem atribuiu as denúncias a uma instrumentalização política dos organismos internacionais.

O presidente do Parlamento iraniano pediu que organismos internacionais como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o Conselho de Segurança (CS) da ONU não sejam usados "como instrumentos de trabalho", porque isso "danifica o futuro da humanidade".

"Na época do xá (da Pérsia), quantas pessoas morreram? Quantas pessoas foram torturadas? Quantes pessoas foram presas? Nossa revolução era exatamente para que essas opressões saíssem de cena", declarou Larijani, segundo quem o objetivo de denúncias como as da AI é "turvar as águas".

O presidente do Parlamento iraniano reconheceu que "a pena de morte existe no Irã", mas assegurou que se aplica em casos de assassinatos.

"Sei que em alguns países não existe a pena de morte, mas em nossa legislação existe. Tem um raciocínio jurídico. Isto não é um debate político", disse após uma reunião com o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e o ministro de Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos.

Larijani destacou que durante "a ditadura" do xá Mohammed Reza Pahlavi, o povo era detido e torturado "com a ajuda dos EUA", e ninguém "nunca falou em direitos humanos" durante "aquele regime opressor".

Essas denúncias surgiram, acrescentou, depois que a Revolução expulsou o "ditador" e acabou com as bases militares americanas no Irã. EFE ep/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG