Presidente do Paraguai troca comandante das Forças Armadas

ASSUNÇÃO, Paraguai (Reuters) - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, realizou na quarta-feira a segunda alteração no comando dos militares do país nos últimos três meses, nomeando um novo chefe para as Forças Armadas e insistindo sobre a necessidade de renovar esse setor do aparato estatal. O dirigente escolheu o contra-almirante Cibar Benítez, chefe da Marinha, como novo comandante das Forças Armadas, substituindo assim o general Bernardino Soto Estigarribia, único líder militar que não havia perdido o posto no mês de agosto.

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Lugo, na qualidade de comandante-em-chefe das Forças Armadas, mandou para a reserva quase toda a cúpula do aparato militar e policial do país, autoridades que ocupavam esses postos desde o governo do antecessor dele na Presidência, Nicanor Duarte.

Além disso, prevê-se que o novo governo paraguaio mande para a reserva todos os oficiais com patente maior do que o novo comandante das Forças Armadas e que escolha o sucessor de Benítez na chefia da Marinha.

No ato realizado na Academia Militar, o dirigente agradeceu Soto Estigarribia, a quem descreveu como um "genuíno soldado paraguaio" com uma impecável folha de serviços, e desejou sucesso a Benítez, que, segundo espera, manterá os militares sob controle.

Lugo explicou a jornalistas, na terça-feira, que a mudança no comando das Forças Armadas deve-se ao fato de a instituição precisar ser renovada constante e estruturalmente para avançar no processo de recuperação de sua institucionalidade e dignidade.

Dessa maneira, o chefe de Estado rebateu reportagens publicadas por meios de comunicação paraguaios sobre a renovação no comando das Forças Armadas dever-se a um conflito entre Soto Estigarribia e o ministro da Defesa do país, Luis Bareiro Sapaini.

Analistas concordam sobre a necessidade de o governo paraguaio modernizar as Forças Armadas e aprofundar seu grau de institucionalização. Os militares estão com a imagem manchada devido às constantes denúncias de corrupção, acusações sobre o maltrato de recrutas e as várias tentativas de tomar o poder depois da deposição, em 1989, do ditador Alfredo Stroessner.

(Reportagem de Mariel Cristaldo)

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