Presidente do Paraguai está animado e confiante, diz assessor

Secretário-geral da Presidência da República paraguaia diz que Fernando Lugo, internado em SP, deve ter alta na quinta-feira

iG São Paulo |

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, mantém o bom humor e o otimismo, segundo o secretário-geral da Presidência da República paraguaia, Miguel Angel Lopes Perito. Lugo faz exames para detectar o grau de avanço de um câncer linfático com o qual foi diagnosticado há uma semana.

"Os exames estão indo bem e Fernando Lugo se encontra animado, colaborando com os médicos e brincando com o pessoal do hospital", disse Perito, acrescentando que a previsão é que o líder deixe o hospital na quinta-feira.

"O mais importante, a responsabilidade desta viagem, é que o presidente esgote todos os exames para obter com precisão absoluta [o diagnóstico e o tratamento adequados] para a sua saúde".

Lugo está sendo acompanhado em São Paulo pelos médicos Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Frederico Costa, Yana Novis e Júlio César Marinho. O colunista do iG , Guilherme Barros, apurou que exames iniciais indicaram que o linfoma do líder paraguaio é menos agressivo do que se imaginava .

O presidente do Paraguai, de 59 anos, chegou ao Brasil na terça-feira em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em Brasília, indagado por jornalistas sobre a razão pela qual a FAB disponibilizou uma aeronave para que Lugo viesse fazer exames no Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que a prática era normal, além de ser uma "cortesia" ao líder de um "país amigo que precisa de apoio".

"É uma coisa normal, uma cortesia a um chefe de Estado estrangeiro, muitas vezes praticada até quando a pessoa está com boa saúde, vem para uma reunião e tem uma dificuldade logística", disse.

O diagnóstico despertou especulações sobre se Lugo teria força para terminar seu mandato de cinco anos, em agosto de 2013, mas os assessores mais próximos garantem que ele está confiante em aliar o tratamento com suas obrigações de Estado.

"Desde o primeiro momento em que o diagnóstico foi feito e se verificou que era uma doença que poderia ser compatibilizada com suas funções, o presidente não tem feito outra coisa senão olhar para frente", disse o ministro das Comunicações, Augusto dos Santos.

Com Agência Brasil e Reuters

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