Presidente do Panamá se reúne com Raúl Castro em semana intensa em Cuba

(atualiza com encontro de Torrijos com Raúl Castro) Havana, 5 jan (EFE).- O presidente do Panamá, Martín Torrijos, iniciou hoje uma visita oficial a Cuba em uma semana de intensa atividade diplomática na ilha, onde se esperam também nos próximas dias os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner.

EFE |

Torrijos foi recebido à tarde pelo presidente cubano, Raúl Castro, no Palácio da Revolução, onde mantiveram um encontro para repassar o estado das relações bilaterais, na que é a sexta visita à ilha do líder panamenho desde que assumiu o poder, em setembro de 2004.

Esta previsto que no encontro, que começou às 17h (20h de Brasília), os dois presidentes discutam temas de cooperação em matéria de cultura e de saúde, assim como acordos comerciais sobre assuntos que fontes panamenhas consultadas pela Agência Efe não quiseram especificar.

Além disso, os líderes trocarão condecorações.

Acompanhado por sua família e pelo vice-presidente e chanceler panamenho, Samuel Lewis Navarro, Torrijos inaugurou hoje um monumento em homenagem ao pai, o general Omar Torrijos (1929-1981), em uma avenida no centro de Havana.

Torrijos destacou em declarações aos jornalistas que o "monumento resume o que foi a solidariedade e a irmandade entre Cuba e Panamá que continua e cresce com o tempo".

Também falou da amizade que seu pai manteve com o ex-presidente cubano Fidel Castro, e disse que os uniu a capacidade de sonhar, e "que atuaram com muita coragem e muitos princípios".

Participaram do ato, por parte de Cuba, os vice-presidentes José Ramón Machado Ventura e Ricardo Cabrisas, e os ministros de Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque, e de Cultura, Abel Prieto, respectivamente.

A visita oficial começou com Torrijos dedicando flores ao cubano José Martí, depois de chegar, no sábado, a Havana, e de manter diversos encontros no domingo como parte de sua agenda privada.

Torrijos se reuniu no domingo com o escritor colombiano e Prêmio Nobel Gabriel García Márquez, que se encontra em Havana desde dezembro, segundo informaram à Agência Efe funcionários da Presidência panamenha.

Segundo eles, o presidente também se reuniu no sábado junto com a mulher, Vivian Fernández, com a diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), Mariela Castro, filha de Raúl Castro, com quem conversaram sobre diversos programas de prevenção dessa instituição.

A Presidência panamenha ressaltou que ainda não houve nenhum encontro com Fidel Castro, sem especificar se está prevista alguma.

Torrijos deixará a ilha esta noite, mas as visitas de presidentes a Havana continuarão na próxima quarta-feira com a chegada do equatoriano, Rafael Correa, que permanecerá em Cuba até o dia 9.

A viagem de Correa foi combinada com Castro durante a reunião de chefes de Estado na Bahia, quando se realizou a Cúpula da América Latina e o Caribe sobre integração e desenvolvimento, no mês passado.

Na ocasião, também se efetuaram as reuniões do Mercosul e do Grupo do Rio.

No mesmo cenário, a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, aproveitou para anunciar que ia a realizar uma "histórica visita de Estado à República irmã de Cuba", de 11 a 14 de janeiro de 2009.

A presidente argentina havia sido convidada a visitar a ilha há alguns meses pelo presidente de Cuba, que confirmou pessoalmente que faria a viagem.

Para fevereiro, Cuba espera a visita da presidente chilena, Michelle Bachelet, para assistir como convidada à inauguração da 18º Feira do Livro de Havana, da qual o Chile será o país convidado de honra.

Bachelet se transformará na primeira chefe de Estado chilena a visitar Cuba desde o socialista Salvador Allende, em 1972, um ano antes de ser deposto por um golpe de Estado.

O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, também deve viajar a Cuba durante o primeiro trimestre de 2009, segundo informou a Presidência cubana.

Ainda no primeiro semestre do ano está na agenda a visita à capital cubana do presidente mexicano, Felipe Calderón, que também aproveitou a reunião do Brasil para fechar com Raúl Castro visitas de ambos a seus respectivos países. EFE jlp/jp/db

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